Terminal abandonado aguarda revitalização 01,12,06
Posted by dres2ie in Espaços públicos, Sabrina Gregori.add a comment
O Terminal Rodoviário Coronel Américo Fontenelle (famoso diretor do Detran da década de 60) está num estado deplorável com camelôs espalhados pelas plataformas, mendigos, fedor e sujeira desumanos. Freqüentado por cerca de 8,5 milhões de passageiros, possuí 3 plataformas, 36 paradas e 14 viações de ônibus. O diretor da Companhia para o Desenvolvimento Rodoviário e Terminais – CODERTE, diz ter um plano de duas etapas.
A primeira etapa juntará forças da Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal, Fundação Leão XIII e Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente –DPCA- para a retirada dos camelôs, mendigos, prostitutas infantis, drogados, enfim, limpar a área. Essa será uma operação macabra. A segunda etapa conta com uma reforma que faremos, uma pintura, uma restaurada no lugar. Na verdade, a revitalização portuária já pega essa área. O levantamento de custo e a captação serão feitos depois de concluída a primeira etapa, que será rápida – diz o diretor da CODERTE, Dr.Nelson Pereira Pinto.
Segundo Dr. Nelson, a primeira etapa seria iniciada em dezembro, mas ele depende da disposição da Guarda Municipal para tirar os camelôs e suas mercadorias, que não podem ser confiscadas nem pela Polícia Militar e a Civil. Os vendedores do camelódromo entre a Central do Brasil e o Terminal podem ficar tranqüilos. “Aquela área pela CODERTE foi cedida para esses trabalhadores informais”, esclarece o diretor. Já os camelôs do Terminal prometem dar trabalho. “Esse é o nosso meio de sobrevivência. Se nos tirarem daqui como vamos ganhar dinheiro?”, argumenta um dos trabalhadores.
A questão da transferência será resolvida pela Prefeitura, que ainda não têm um lugar para esses trabalhadores informais. “Não podemos sair daqui. A Central (o Terminal é também chamado assim) é um ponto de referência. As pessoas não vão para outro lugar para comprar. Aqui, elas já passam para pegar ônibus, lembram de alguma coisa e compram”.
Dr. Nelson espera que essa operação aconteça no ano que vem, mas diz depender também do novo governo. “Vamos ver o que Sérgio Cabral fará”. A subprefeita do Centro, Maria de Lourdes Alves, confirma que esse processo ainda está em “fase de reunião”.
Houve outras tentativas para melhorar o lugar. Segundo a CODERTE, um edital ano passado foi publicado, convocando empresas particulares a explorar a área em parceria e sob as regras do Estado, como feito na Rodoviária Novo Rio. “Ninguém se interessou. Provavelmente, pela área que tem altos índices de bandidagem, prostituição, tráfico de droga e é cercado pela Gamboa e Morro da Previdência”.
Reportagem: Sabrina Gregori
Texto e imagens: Sabrina Gregori
Edição: Davi Jovencio e Sabrina Gregori
Riqueza de Caxias não é revertida para a população 01,12,06
Posted by dres2ie in Interesse público, Érica Sant'Ana.add a comment
Dentre os 5.564 municípios do país, Duque de Caxias possue o 6º PIB nacional (IBGE 2002). No entanto, em pesquisas feitas pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em 2002, o município não apresenta o mesmo êxito no IDH, ocupando a posição de nº. 1.782.
Salvo a capital do Rio de Janeiro, os cinco maiores geradores de riqueza do estado tem suas economias baseadas na indústria extrativa mineral e de petróleo, dentre eles está Duque de Caxias, assim como Macaé, Campos do Goytacases e Volta Redonda.
Com exceção da Reduc que está localizada em Caxias desde a década de 60, as empresas responsáveis pelo grande avanço no setor petroquímico da região, surgiram há cerca de 10 anos, como a Petroflex, Suzanopetroquímica e Riopol, que é o maior empreendimento gás-químico da América Latina.
Apesar de um grande investimento na área de educação nos últimos anos, a formação de uma mão-de-obra local qualificada se encontra prejudicada. O município é responsável apenas pelo Ensino Fundamental, mesmo assim, informações obtidas pelo IBGE, indicam que mais de 60% da população acima de 10 anos não possue ensino básico.
Segundo o Sindipetro (Sindicato dos Petroleiros ) e o RH das tais empresas, mais de 50% do quadro de funcionários residem no estado do Rio de Janeiro e apenas cerca de 15% em Duque de Caxias. Estes acontecimentos fazem com que a riqueza do município se distribua para outras regiões do estado.
.A má distribuição de renda do município alimenta este ciclo vicioso. Segundo o IBGE, 26,9% da população de Caxias vive abaixo da linha da pobreza, assim, ao impedir o acesso à educação básica e profissional de qualidade se torna restrita a possibilidade para que a população caxiense de baixa renda dispute os altos postos de trabalho no mercado local.
Reportagem: Érica Sant’Ana
Texto: Érica Sant’Ana
Edição: Davi Jovencio e Érica Sant’Ana
Griffes a baixos preços 01,12,06
Posted by dres2ie in Raquel Salomão, Uncategorized.add a comment
Terminou no último domingo, 26, mais uma edição do Top Fashion Bazar, ocorrido no Cittá América, shopping localizado na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O evento reúne famosas marcas de vestuário com até 70% de desconto. Griffes como Osklen, Cantão, Oh, boy!, Cavendish, Maria Filó, Leeloo, Elle et Lui, Calvin Klein, Cláudia Simões, dentre outras, estiveram presentes.
Para os consumidores, a liquidação é uma grande oportunidade de comprar boas roupas a baixos preços. Liliane Sá, moradora da Barra da Tijuca, é freqüentadora assídua das edições do evento. “Gosto muito do Top Fashion Bazar porque compro quantidade com qualidade!”.
Já para os comerciantes, o evento representa uma forma de lucrar com os estoques de coleções anteriores. Mariana Ribeiro, vendedora, disse que a loja em que trabalhou conseguiu vender quase metade do material disponível. “Já trabalhei em edições que venderam muito, mas essa superou as anteriores. Acho que as pessoas aproveitaram para comprar os presentes de Natal”.
Entretanto, existe também um lado negativo em ocasiões como essa liquidação: as lojas diminuem as vendas das novas coleções. Uma gerente de loja do Barrashopping, que não quis se identificar, afirmou que o fluxo de vendas da nova coleção caiu durante o período do bazar. “Se por um lado é bom para a marca, porque vende os estoques e elimina as coleções anteriores, para as outras lojas não é tão vantajoso. Tenho clientes que preferem comprar roupas na liquidação e deixam de adquirir os produtos daqui”.
Ainda há quem opte sempre pelos lançamentos da nova estação. Júlia Vianna é um exemplo dessas consumidoras que dão preferência à coleção mais recente. “Não abro mão de estar com os modelos e as roupas da estação”, diz Júlia.
Apesar de todos os aspectos positivos e negativos, o Top Fashion Bazar continua fazendo grande sucesso entre cariocas e completa a sua 18ª edição com recorde de vendas.
Reportagem: Raquel Salomão
Texto: Raquel Salomão
Edição: Davi Jovencio e Raquel Salomão
ITERJ dá a solução 01,12,06
Posted by dres2ie in Manifesto, Sabrina Gregori.add a comment
O drama do Quilombo das Guerreiras não acabou. A ocupação, que dura quase dois meses, espera a resposta da Docas. O Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro apresentou a sua solução: o aluguel social. O Estado pagaria R$ 4.000, 00 por mês para a Docas para que as famílias pudessem morar pelo menos provisoriamente até 2007, pois as famílias foram cadastradas no Programa de Habitação Popular do Ministério das Cidades para 2007 que colocaria as famílias no bairro da Gamboa. A proposta foi entregue por Célia Ravera, presidente do ITERJ e a Docas deveria responder no dia 24, o que não ocorreu. Miriam Murphy – integrante da Comissão Negociadora – diz “ser uma falta de respeito”.
Como o planejado, se a Docas não se pronunciasse até dia 27, os moradores foram a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro – ALERJ, no dia 28, às 14 horas negociar uma solução com Geraldo Moreira, presidente dos Direitos Humanos da ALERJ e Célia Ravera. Segundo Gláucia Marinho integrante do Grupo de Apoio (que ajuda os ocupantes em suas necessidades) foi transmitido aos moradores nessa reunião que a proposta chegaria a mesa do presidente da Docas Antonio Carlos Soares de Lima, no dia 30, e então a resposta seria dada no dia 4 de dezembro.”-Nós vamos fazer um ato na terça–feira seguinte às 10:00hs em frente a Docas. – disse Gláucia.
“Se eles disserem não, nós faremos um protesto na frente da Docas.” – diz Mriam Murphy. A mais ou menos um ano um galpão da Docas foi ocupado e eles estão pagaram um aluguel durante um ano. Depois foram transferidos para Nova Sepetiba” Ocupar não é ilegal. O prédio tem que ter uma função social. Quando nós chegamos, o prédio estava todo depredado, sujo. Nós estamos preservando um patrimônio porque tudo isso foi construído com os impostos que nós pagamos.”
A ocupação conta com uma organização para cuidar do lugar. Há equipe de portaria com rodízio de duas horas, equipe de cozinha (coletiva), equipe de água (que leva água da bica do canal da Leopoldina), equipe do banheiro (responsável pela limpeza).
“A gente é que se organiza. Aqui mora muitos camelôs, catadores de latas, paraplégicos, cegos, deficientes físicos, crianças… Já teve surto de disenteria, surto de infecção intestinal.”
Sobre a questão do dinheiro para a reforma do prédio, Miriam afirma:
- Estamos procurando uma parceria que nos ajude a reformar o prédio que tem muita infiltração, foi depredado por ladrões que levaram fios, ralos de pia…
Com o cadastramento do Ministério das Cidades, os ocupantes esperam que o prédio da Docas seja uma moradia provisória. “Reivindicamos um lugar, enquanto esperamos o Programa de 2007. Não temos R$ 400 e 500, 00 para pagar uma quitinete e morar no subúrbio e pagar passagem gastaria muito dinheiro.
Reportagem: Sabrina Gregori
Texto e imagens: Sabrina Gregori
Edição: Davi Jovencio e Sabrina Gregori
RioCard não abrange estudantes da baixada 01,12,06
Posted by dres2ie in Interesse público, Érica Sant'Ana.add a comment
Estudante da rede pública estadual na Baixada Fluminense concede depoimento em delegacia após conflito com motorista de ônibus da empresa Reginas. “Fui orientada pelo Detro sobre os meus direitos e me disseram para não descer do ônibus se o motorista pedir, quando fiz o que me disseram, acabei parando na delegacia.” Diz Fabiane Dias de Albuquerque, estudante.
Portanto, os alunos da Baixada até o momento não se beneficiam do VT-E e continuam a utilizar as “carteirinhas” fornecidas pelas escolas para dentre outros fins, o uso gratuito de ônibus intermunicipais.
A estrutura física dos ônibus da região dificulta o transporte da grande demanda de estudantes, visto que as roletas de segurança permanecem na parte frontal dos ônibus e comportam no máximo cinco passageiros.
O direito ao transporte gratuito à estudantes e idosos é assegurado por lei, entretanto, para evitar um excesso de pessoas na área em que os passageiros pagantes devem passar, motoristas muitas vezes orientados pelas empresas, se negam a embarcar estudantes da rede pública. Estes chegam a ficar horas em pontos de ônibus.
Das vezes em que é permitida a entrada de mais de cinco passageiros, se torna comum observar uma superlotação na parte da frente dos ônibus. Em muitos casos, tal situação faz com que os beneficiários da gratuidade se sintam desrespeitados quanto seus direitos como cidadãos e constrangidos perante a sociedade. Isso por serem obrigados a se manterem de pé e aglomerados, enquanto o ônibus se encontra na maioria das vezes, com seus assentos desocupados.
Reportagem: Érica Sant’Ana
Texto: Érica Sant’Ana
Edição: Davi Jovencio e Érica Sant’Ana
O fantasma do vestibular 01,12,06
Posted by dres2ie in Jovem e Sociedade, Raquel Salomão.add a comment
O vestibular, meio de acesso ao ensino de nível superior, é uma etapa de crescimento enfrentada por todos os jovens do país após a conclusão do ensino médio. Essa fase de transição traz uma série de preocupações e responsabilidades para os adolescentes que prestam os concursos.
Psicólogos explicam que a época do vestibular representa um grande salto na vida do estudante. Passar do colégio para a tão sonhada faculdade é uma mudança radical para os adolescentes. Maria Lúcia Ferreira, psicóloga, especializou-se em atendimento ao público jovem. “Vestibulandos precisam de um apoio especial durante essa etapa, tanto em casa como no colégio ou com profissionais”, disse Maria Lúcia. “Um fator que influencia para um mau rendimento nas provas é a pressão familiar. Os pais cobram que seus filhos passem no vestibular imediatamente após a conclusão do ensino médio”.
Ana Brito de Caldas, vestibulanda pelo segundo ano consecutivo, afirma que o stress atrapalha na hora da prova. “Ano passado estava tão estressada que fiquei nervosa e não consegui me concentrar para fazer uma boa prova”. Fatores como noites bem dormidas e boa alimentação também contribuem para o desempenho dos candidatos.
Outro problema é o tempo. Realizar provas extensas e com elevado número de questões em algumas horas exige prática e concentração. “É preciso um estudo diário com treino de exercícios de provas anteriores para que o aluno se acostume com o ritmo necessário”, diz Ana Paula Lima, professora de curso pré-vestibular.
Felipe Santos tenta uma vaga para medicina e afirma que a concorrência candidato/vaga assusta os estudantes. “Passar para medicina não é fácil. A concorrência é grande”. Já, Marcela Dias não se preocupa tanto assim: “Estudei bastante durante todo o ano. Acho que estou bem preparada para o vestibular”.
No domingo, 26, aconteceu a segunda etapa do vestibular 2007 da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), maior universidade pública do país. Inscreveram-se no concurso 45.723 candidatos, dos quais 6.065 faltaram à prova. Além destes, também estão fora do processo seletivo os 3.787 candidatos que não compareceram à primeira prova, ocorrida em 12 de novembro. Para a psicóloga Maria Lúcia, faltar uma prova de vestibular representa, normalmente, uma fuga de responsabilidade. “Muitos adolescentes temem o aumento da responsabilidade característica dessa fase e preferem faltar às provas”.
A forma como os jovens vê o vestibular varia de acordo com sua personalidade ou modo de vida. Comum a todos os adolescentes, porém, nessa fase é a pressão a que, muitas vezes, o próprio estudante se impõe. Sem contar com costumeiras pressões da família ou da sociedade. O resultado é a criação de um mito em torno do tema, o que nesse caso se chama de “o fantasma do vestibular”.
Reportagem: Raquel Salomão
Texto: Raquel Salomão
Edição: Davi Jovencio e Raquel Salomão
Supervia não se resposabiliza pelos camelôs na Central 01,12,06
Posted by dres2ie in Espaços públicos, Sabrina Gregori.add a comment
A Central do Brasil é o que resta da antiga Estrada de Ferro que ligava São Paulo e Rio de Janeiro. A malha ferroviária restante nos subúrbios do Rio é da Supervia. Esta é responsável pela gare e subsolo do Edifício da Central. O espaço físico vem sofrendo muitas mudanças dos anos 90 para cá. Foi comercializado – McDonalds, banca de jornais e pastelarias – e vêm sendo construídos novos estabelecimentos perto dos portões, descaracterizando o lugar. O portão que dá para o lado do Terminal Américo Coronel Américo Fontenelle, aliás, contam com inúmeras paradas de vans e ônibus de diversos lugares e camelôs em toda a sua extensão.
Transeuntes reclamam da dificuldade para passar pelo portão. “Muitas vezes eu esbarro nesses camelôs e quase fui atropelada por esses ônibus que não tem nenhum respeito pelos pedestres” – reclama Elza Azevedo, aposentada de 74 anos. A vendedora Simone Arantes, 29 anos, freqüenta o lugar de segunda a sábado e diz ser incomodada todos os dias pelos camelôs e motoristas de van. “Os motoristas de van pulam na minha frente e os camelôs ficam gritando seus produtos. È um inferno isso aqui!”
A Supervia não assume a responsabilidade. “Do portão para fora, a responsabilidade é da Prefeitura. Contamos com a Secretaria de Segurança Pública para supervisionar a gare do portão para dentro. Aliás, graças a Segurança Pública não temos mais vendedores ambulantes, mendigos, prostitutas na gare como retratado no filme Central do Brasil” - esclarece Thiago Nerer, assessor de imprensa da Supervia.
A Secretaria de Governo diz não ter previsão para a retirada dos camelôs da área. “Não temos um plano efetivo no momento. Está em estudos”, diz uma secretária que não quis ser identificada. Quanto às construções nos portões da Central (um dos estabelecimentos será uma loja de roupas infantis e outro será uma lanchonete), os próprios clientes reclamam.
- Eles fazem isso para aproveitar a passagem das pessoas. Só que acaba atrapalhando. Se em obra já incomoda, imagina quando tiver clientes nos portões – Antonio Silveira, aposentado, 69 anos.
Thiago Nerer defende as construções. “A Supervia está revitalizando a Central. O cliente pode fazer suas compras, comer no McDonalds, lanchar… tudo na gare e no subsolo. Essa comercialização proporciona aos freqüentadores maior conforto porque antes não havia nada”.
Reportagem: Sabrina Gregori
Texto e imagens: Sabrina Gregori
Edição: Davi Jovencio & Sabrina Gregori
Cheque cidadão tem destino certo 01,12,06
Posted by dres2ie in Interesse público, Érica Sant'Ana.add a comment
Atualmente, o Governo do Estado do Rio de Janeiro possui um programa estadual de transferência de renda no contexto da segurança alimentar que fornece cupom de R$ 100 a famílias com crianças em idade escolar e com renda “per capita” igual ou inferior a um terço do salário mínimo regional, também são beneficiados pela iniciativa deficientes físicos e idosos acima de 60 anos.
As igrejas Evangélicas do Estado são as grandes detentoras do poder de seleção dos beneficiários do cheque. Existem casos de pessoas que acreditam sofrer preconceito por parte das igrejas, isso por não possuírem a mesma crença e não serem favorecidas pelo programa estadual.
As famílias têm de provar que possuem renda máxima de um terço do salário mínimo por pessoa, que as crianças estão na escola e com a vacinação
O pastor Geraldo Milato, da Igreja Metodista de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, nega haver esquema político na indicação das famílias e diz que as igrejas estão à frente do programa porque só elas se dispõem a trabalhar sem remuneração.
em dia. Cabe às igrejas reunir os documentos e entregar mensalmente ao governo as notas fiscais de comprovação das compras.
Reportagem: Érica Sant’Ana
Texto: Érica Sant’Ana
Edição: Davi Jovencio e Érica Sant’Ana
Praias lotadas: diversão ou problema? 01,12,06
Posted by dres2ie in Espaços públicos, Raquel Salomão.add a comment
Nessa época do ano que antecede a chegada do verão, já se pode ver nas praias um movimento parecido com o do mês de janeiro. Um clima de agitação toma conta dos cariocas, que se dividem nas opiniões a respeito dessa antecipação. Numa cidade onde o clima, praticamente durante todo o ano, permite os banhos de mar e o “frescobol” de rotina, é comum que o verão comece mais cedo. Essa movimentação traz algumas conseqüências boas ou ruins, dependendo do enfoque de cada pessoa
Para o aposentado Carlos Moura, por exemplo, a orla do Rio “deveria ser mais preservada, independentemente da época do ano. Agora, ver as praias lotadas desde outubro é ainda pior, pois acabou rápido o período que me resta para ir à praia com tranqüilidade”. Esta não é a opinião do ambulante Eugênio Matos, que sobrevive da venda de picolés. Segundo ele, “desde outubro já estou vendendo. Eu quero mais é que as praias fiquem cheias mesmo, o quanto antes melhor”. Já a banhista Nelma Regina Freitas não se importa com o grande fluxo de pessoas na orla: “Para mim tanto faz, sabe? Carioca tem que ir à praia o ano todo. Essa cidade aqui faz a gente feliz o tempo inteiro”.
Mas ainda há aqueles que enfrentam algum tipo de problema por causa do chamado verão prematuro. Joana Carvalho, por exemplo, é mãe de um adolescente de 14 anos e reclama desse movimento antes das férias: “Meu filho deve ficar em recuperação em três matérias porque agora, em plena reta final do ano letivo, já começou a ir à praia com os colegas. Por causa de surf e futebol na areia, ele esquece da vida”. As opiniões divergem, mas o fato é que a indefinição das estações realmente traz algumas diferenças ao cotidiano. Para os policiais, por exemplo, fica difícil conter a onda de violência que já se anuncia nas praias. Aderaldo Sanches, Sargento da Polícia Militar, informou que foi exatamente depois de verões antecipados que se deram episódios como os dos arrastões, por exemplo.
Entre ganhos e perdas, o que vale mesmo é a vocação tropical da cidade. Segundo afirmam alguns profissionais da área de Turismo, o Rio de Janeiro poderia viver de sol e mar.
Reportagem: Raquel Salomão
Texto: Raquel Salomão
Edição: Davi Jovencio e Raquel Salomão
Docas e ocupantes esperam prazo do ITERJ 06,11,06
Posted by dres2ie in Manifesto, Sabrina Gregori.add a comment
Liminar de reintegração de posse ao ex-Departamento de Engenharia da Companhia Docas do Rio de Janeiro, concedida pela 10ª. Vara Cível do município, deu reintegração de posse para a Docas.O Instituto de Terras e Cartografias do Estado do Rio de Janeiro (ITERJ) pediu um prazo de 30 dias (que acaba no dia 9 de novembro) para apresentar solução ao problema. Segundo o assessor de imprensa da Docas, Fernando Paulino, se o prazo acabar e não houver sido apresentada uma solução, o oficial de justiça chamará a polícia e será feita a desocupação.
Na última quarta-feira, houve uma manifestação em frente ao edifício-sede da Docas. Cerca de 30 manifestantes se reuniram esperando representantes do Quilombo das Guerreiras que entraram para negociar – Nina Soares, Maria Aparecida e Miriam Muphy. Os ocupantes gritavam “Sem comer, sem beber, só nos resta ocupar”. No alto-falante, Maciel Silva, com uma camiseta da ocupação Chiquinha Gonzaga, dizia:
– Há quinze anos quem morava no prédio eram cachorros, ratos e baratas. Quando seres humanos vão morar, aí não pode!
Paulino afirma que a moradia é responsabilidade da prefeitura: “Os ocupantes deveriam forçar a prefeitura. A questão da moradia não é responsabilidade da Docas. Somos responsáveis pela atividade portuária”.
De acordo com Fernando Paulino, para o cadastramento no programa de moradia popular, não se pode ter moradia e ganhar menos de cinco salários mínimos, admitindo que o programa deve favorecer mais a classe média. Uma pesquisa citada pelo assessor revela que 70% dos moradores da zona portuária são trabalhadores informais, portanto não poderão ser cadastrados. “A maioria é camelô que trabalha de dia e vai apenas dormir lá”.
Nina Soares, desempregada, afirma que o programa não serve para quem não ganha nada. “Esse programa de moradia só entra quem ganha de cinco a dez salários, até porque você paga R$ 1850, 00 por mês e ainda é pra 2007. Você paga a sua moradia. E quem não tem como? Onde ficamos até 2007?”
Nos planos de revitalização portuária, o prédio da Avenida Francisco Bicálio, 49, será um centro de estudos e, segundo informações do assessor de imprensa, já recebeu visitas de engenheiros para o levantamento de custos da reforma. “Esse prédio é para a reciclagem profissional da atividade portuária, que nos últimos 15, 20 anos caiu, mas voltou a crescer. A parte residencial dessa revitalização é de responsabilidade da Prefeitura”, explicou Paulino.
Esse seria um dos motivos da reintegração de posse. Há também os arquivos históricos da Docas. Os ocupantes rebatem: “Achamos uns mapas grandes lá em cima, cheios de fungo, e ainda fizemos o favor de enrolar para limpar o prédio”, diz Nina Soares. Outra razão é apontada pelo assessor da Docas. “O prédio não é residencial”. Nina Soares responde: “Nós temos encanador, bombeiro hidráulico, pedreiro, eletricista, já desentupimos um banheiro. Temos uma cozinha coletiva. Nós damos o nosso jeito”.
Quanto à negociação do dia 25, Nina não revelou nada. “Não posso dizer o que falamos. Mas, conversa vai, conversa vem, nada ficou resolvido. Vão ver o que se pode fazer. Eles é que tem que resolver, Docas, Governo Federal e Estadual, e nos deixar quietos aqui.”
Reportagem: Sabrina Gregori
Texto e Imagens: Sabrina Gregori
Edição: Davi Jovencio e Sabrina Gregori