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ITERJ dá a solução 01,12,06

Posted by dres2ie in Manifesto, Sabrina Gregori.
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O drama do Quilombo das Guerreiras não acabou. A ocupação, que dura quase dois meses, espera a resposta da Docas. O Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro apresentou a sua solução: o aluguel social. O Estado pagaria R$ 4.000, 00 por mês para a Docas para que as famílias pudessem morar pelo menos provisoriamente até 2007, pois as famílias foram cadastradas no Programa de Habitação Popular do Ministério das Cidades para 2007 que colocaria as famílias no bairro da Gamboa. A proposta foi entregue por Célia Ravera, presidente do ITERJ e a Docas deveria responder no dia 24, o que não ocorreu. Miriam Murphy – integrante da Comissão Negociadora – diz “ser uma falta de respeito”.

Como o planejado, se a Docas não se pronunciasse até dia 27, os moradores foram a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro – ALERJ, no dia 28, às 14 horas negociar uma solução com Geraldo Moreira, presidente dos Direitos Humanos da ALERJ e Célia Ravera. Segundo Gláucia Marinho integrante do Grupo de Apoio (que ajuda os ocupantes em suas necessidades) foi transmitido aos moradores nessa reunião que a proposta chegaria a mesa do presidente da Docas Antonio Carlos Soares de Lima, no dia 30, e então a resposta seria dada no dia 4 de dezembro.”-Nós vamos fazer um ato na terça–feira seguinte às 10:00hs em frente a Docas. – disse Gláucia.

“Se eles disserem não, nós faremos um protesto na frente da Docas.” – diz Mriam Murphy. A mais ou menos um ano um galpão da Docas foi ocupado e eles estão pagaram um aluguel durante um ano. Depois foram transferidos para Nova Sepetiba” Ocupar não é ilegal. O prédio tem que ter uma função social. Quando nós chegamos, o prédio estava todo depredado, sujo. Nós estamos preservando um patrimônio porque tudo isso foi construído com os impostos que nós pagamos.”

A ocupação conta com uma organização para cuidar do lugar. Há equipe de portaria com rodízio de duas horas, equipe de cozinha (coletiva), equipe de água (que leva água da bica do canal da Leopoldina), equipe do banheiro (responsável pela limpeza).

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“A gente é que se organiza. Aqui mora muitos camelôs, catadores de latas, paraplégicos, cegos, deficientes físicos, crianças… Já teve surto de disenteria, surto de infecção intestinal.”

Sobre a questão do dinheiro para a reforma do prédio, Miriam afirma:

- Estamos procurando uma parceria que nos ajude a reformar o prédio que tem muita infiltração, foi depredado por ladrões que levaram fios, ralos de pia…

Com o cadastramento do Ministério das Cidades, os ocupantes esperam que o prédio da Docas seja uma moradia provisória. “Reivindicamos um lugar, enquanto esperamos o Programa de 2007. Não temos R$ 400 e 500, 00 para pagar uma quitinete e morar no subúrbio e pagar passagem gastaria muito dinheiro.

Reportagem: Sabrina Gregori

Texto e imagens: Sabrina Gregori

Edição: Davi Jovencio e Sabrina Gregori

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