Riqueza de Caxias não é revertida para a população 01,12,06
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Dentre os 5.564 municípios do país, Duque de Caxias possue o 6º PIB nacional (IBGE 2002). No entanto, em pesquisas feitas pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em 2002, o município não apresenta o mesmo êxito no IDH, ocupando a posição de nº. 1.782.
Salvo a capital do Rio de Janeiro, os cinco maiores geradores de riqueza do estado tem suas economias baseadas na indústria extrativa mineral e de petróleo, dentre eles está Duque de Caxias, assim como Macaé, Campos do Goytacases e Volta Redonda.
Com exceção da Reduc que está localizada em Caxias desde a década de 60, as empresas responsáveis pelo grande avanço no setor petroquímico da região, surgiram há cerca de 10 anos, como a Petroflex, Suzanopetroquímica e Riopol, que é o maior empreendimento gás-químico da América Latina.
Apesar de um grande investimento na área de educação nos últimos anos, a formação de uma mão-de-obra local qualificada se encontra prejudicada. O município é responsável apenas pelo Ensino Fundamental, mesmo assim, informações obtidas pelo IBGE, indicam que mais de 60% da população acima de 10 anos não possue ensino básico.
Segundo o Sindipetro (Sindicato dos Petroleiros ) e o RH das tais empresas, mais de 50% do quadro de funcionários residem no estado do Rio de Janeiro e apenas cerca de 15% em Duque de Caxias. Estes acontecimentos fazem com que a riqueza do município se distribua para outras regiões do estado.
.A má distribuição de renda do município alimenta este ciclo vicioso. Segundo o IBGE, 26,9% da população de Caxias vive abaixo da linha da pobreza, assim, ao impedir o acesso à educação básica e profissional de qualidade se torna restrita a possibilidade para que a população caxiense de baixa renda dispute os altos postos de trabalho no mercado local.
Reportagem: Érica Sant’Ana
Texto: Érica Sant’Ana
Edição: Davi Jovencio e Érica Sant’Ana
RioCard não abrange estudantes da baixada 01,12,06
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Estudante da rede pública estadual na Baixada Fluminense concede depoimento em delegacia após conflito com motorista de ônibus da empresa Reginas. “Fui orientada pelo Detro sobre os meus direitos e me disseram para não descer do ônibus se o motorista pedir, quando fiz o que me disseram, acabei parando na delegacia.” Diz Fabiane Dias de Albuquerque, estudante.
Portanto, os alunos da Baixada até o momento não se beneficiam do VT-E e continuam a utilizar as “carteirinhas” fornecidas pelas escolas para dentre outros fins, o uso gratuito de ônibus intermunicipais.
A estrutura física dos ônibus da região dificulta o transporte da grande demanda de estudantes, visto que as roletas de segurança permanecem na parte frontal dos ônibus e comportam no máximo cinco passageiros.
O direito ao transporte gratuito à estudantes e idosos é assegurado por lei, entretanto, para evitar um excesso de pessoas na área em que os passageiros pagantes devem passar, motoristas muitas vezes orientados pelas empresas, se negam a embarcar estudantes da rede pública. Estes chegam a ficar horas em pontos de ônibus.
Das vezes em que é permitida a entrada de mais de cinco passageiros, se torna comum observar uma superlotação na parte da frente dos ônibus. Em muitos casos, tal situação faz com que os beneficiários da gratuidade se sintam desrespeitados quanto seus direitos como cidadãos e constrangidos perante a sociedade. Isso por serem obrigados a se manterem de pé e aglomerados, enquanto o ônibus se encontra na maioria das vezes, com seus assentos desocupados.
Reportagem: Érica Sant’Ana
Texto: Érica Sant’Ana
Edição: Davi Jovencio e Érica Sant’Ana
Cheque cidadão tem destino certo 01,12,06
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Atualmente, o Governo do Estado do Rio de Janeiro possui um programa estadual de transferência de renda no contexto da segurança alimentar que fornece cupom de R$ 100 a famílias com crianças em idade escolar e com renda “per capita” igual ou inferior a um terço do salário mínimo regional, também são beneficiados pela iniciativa deficientes físicos e idosos acima de 60 anos.
As igrejas Evangélicas do Estado são as grandes detentoras do poder de seleção dos beneficiários do cheque. Existem casos de pessoas que acreditam sofrer preconceito por parte das igrejas, isso por não possuírem a mesma crença e não serem favorecidas pelo programa estadual.
As famílias têm de provar que possuem renda máxima de um terço do salário mínimo por pessoa, que as crianças estão na escola e com a vacinação
O pastor Geraldo Milato, da Igreja Metodista de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, nega haver esquema político na indicação das famílias e diz que as igrejas estão à frente do programa porque só elas se dispõem a trabalhar sem remuneração.
em dia. Cabe às igrejas reunir os documentos e entregar mensalmente ao governo as notas fiscais de comprovação das compras.
Reportagem: Érica Sant’Ana
Texto: Érica Sant’Ana
Edição: Davi Jovencio e Érica Sant’Ana