Griffes a baixos preços 01,12,06
Posted by dres2ie in Raquel Salomão, Uncategorized.add a comment
Terminou no último domingo, 26, mais uma edição do Top Fashion Bazar, ocorrido no Cittá América, shopping localizado na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O evento reúne famosas marcas de vestuário com até 70% de desconto. Griffes como Osklen, Cantão, Oh, boy!, Cavendish, Maria Filó, Leeloo, Elle et Lui, Calvin Klein, Cláudia Simões, dentre outras, estiveram presentes.
Para os consumidores, a liquidação é uma grande oportunidade de comprar boas roupas a baixos preços. Liliane Sá, moradora da Barra da Tijuca, é freqüentadora assídua das edições do evento. “Gosto muito do Top Fashion Bazar porque compro quantidade com qualidade!”.
Já para os comerciantes, o evento representa uma forma de lucrar com os estoques de coleções anteriores. Mariana Ribeiro, vendedora, disse que a loja em que trabalhou conseguiu vender quase metade do material disponível. “Já trabalhei em edições que venderam muito, mas essa superou as anteriores. Acho que as pessoas aproveitaram para comprar os presentes de Natal”.
Entretanto, existe também um lado negativo em ocasiões como essa liquidação: as lojas diminuem as vendas das novas coleções. Uma gerente de loja do Barrashopping, que não quis se identificar, afirmou que o fluxo de vendas da nova coleção caiu durante o período do bazar. “Se por um lado é bom para a marca, porque vende os estoques e elimina as coleções anteriores, para as outras lojas não é tão vantajoso. Tenho clientes que preferem comprar roupas na liquidação e deixam de adquirir os produtos daqui”.
Ainda há quem opte sempre pelos lançamentos da nova estação. Júlia Vianna é um exemplo dessas consumidoras que dão preferência à coleção mais recente. “Não abro mão de estar com os modelos e as roupas da estação”, diz Júlia.
Apesar de todos os aspectos positivos e negativos, o Top Fashion Bazar continua fazendo grande sucesso entre cariocas e completa a sua 18ª edição com recorde de vendas.
Reportagem: Raquel Salomão
Texto: Raquel Salomão
Edição: Davi Jovencio e Raquel Salomão
O fantasma do vestibular 01,12,06
Posted by dres2ie in Jovem e Sociedade, Raquel Salomão.add a comment
O vestibular, meio de acesso ao ensino de nível superior, é uma etapa de crescimento enfrentada por todos os jovens do país após a conclusão do ensino médio. Essa fase de transição traz uma série de preocupações e responsabilidades para os adolescentes que prestam os concursos.
Psicólogos explicam que a época do vestibular representa um grande salto na vida do estudante. Passar do colégio para a tão sonhada faculdade é uma mudança radical para os adolescentes. Maria Lúcia Ferreira, psicóloga, especializou-se em atendimento ao público jovem. “Vestibulandos precisam de um apoio especial durante essa etapa, tanto em casa como no colégio ou com profissionais”, disse Maria Lúcia. “Um fator que influencia para um mau rendimento nas provas é a pressão familiar. Os pais cobram que seus filhos passem no vestibular imediatamente após a conclusão do ensino médio”.
Ana Brito de Caldas, vestibulanda pelo segundo ano consecutivo, afirma que o stress atrapalha na hora da prova. “Ano passado estava tão estressada que fiquei nervosa e não consegui me concentrar para fazer uma boa prova”. Fatores como noites bem dormidas e boa alimentação também contribuem para o desempenho dos candidatos.
Outro problema é o tempo. Realizar provas extensas e com elevado número de questões em algumas horas exige prática e concentração. “É preciso um estudo diário com treino de exercícios de provas anteriores para que o aluno se acostume com o ritmo necessário”, diz Ana Paula Lima, professora de curso pré-vestibular.
Felipe Santos tenta uma vaga para medicina e afirma que a concorrência candidato/vaga assusta os estudantes. “Passar para medicina não é fácil. A concorrência é grande”. Já, Marcela Dias não se preocupa tanto assim: “Estudei bastante durante todo o ano. Acho que estou bem preparada para o vestibular”.
No domingo, 26, aconteceu a segunda etapa do vestibular 2007 da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), maior universidade pública do país. Inscreveram-se no concurso 45.723 candidatos, dos quais 6.065 faltaram à prova. Além destes, também estão fora do processo seletivo os 3.787 candidatos que não compareceram à primeira prova, ocorrida em 12 de novembro. Para a psicóloga Maria Lúcia, faltar uma prova de vestibular representa, normalmente, uma fuga de responsabilidade. “Muitos adolescentes temem o aumento da responsabilidade característica dessa fase e preferem faltar às provas”.
A forma como os jovens vê o vestibular varia de acordo com sua personalidade ou modo de vida. Comum a todos os adolescentes, porém, nessa fase é a pressão a que, muitas vezes, o próprio estudante se impõe. Sem contar com costumeiras pressões da família ou da sociedade. O resultado é a criação de um mito em torno do tema, o que nesse caso se chama de “o fantasma do vestibular”.
Reportagem: Raquel Salomão
Texto: Raquel Salomão
Edição: Davi Jovencio e Raquel Salomão
Praias lotadas: diversão ou problema? 01,12,06
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Nessa época do ano que antecede a chegada do verão, já se pode ver nas praias um movimento parecido com o do mês de janeiro. Um clima de agitação toma conta dos cariocas, que se dividem nas opiniões a respeito dessa antecipação. Numa cidade onde o clima, praticamente durante todo o ano, permite os banhos de mar e o “frescobol” de rotina, é comum que o verão comece mais cedo. Essa movimentação traz algumas conseqüências boas ou ruins, dependendo do enfoque de cada pessoa
Para o aposentado Carlos Moura, por exemplo, a orla do Rio “deveria ser mais preservada, independentemente da época do ano. Agora, ver as praias lotadas desde outubro é ainda pior, pois acabou rápido o período que me resta para ir à praia com tranqüilidade”. Esta não é a opinião do ambulante Eugênio Matos, que sobrevive da venda de picolés. Segundo ele, “desde outubro já estou vendendo. Eu quero mais é que as praias fiquem cheias mesmo, o quanto antes melhor”. Já a banhista Nelma Regina Freitas não se importa com o grande fluxo de pessoas na orla: “Para mim tanto faz, sabe? Carioca tem que ir à praia o ano todo. Essa cidade aqui faz a gente feliz o tempo inteiro”.
Mas ainda há aqueles que enfrentam algum tipo de problema por causa do chamado verão prematuro. Joana Carvalho, por exemplo, é mãe de um adolescente de 14 anos e reclama desse movimento antes das férias: “Meu filho deve ficar em recuperação em três matérias porque agora, em plena reta final do ano letivo, já começou a ir à praia com os colegas. Por causa de surf e futebol na areia, ele esquece da vida”. As opiniões divergem, mas o fato é que a indefinição das estações realmente traz algumas diferenças ao cotidiano. Para os policiais, por exemplo, fica difícil conter a onda de violência que já se anuncia nas praias. Aderaldo Sanches, Sargento da Polícia Militar, informou que foi exatamente depois de verões antecipados que se deram episódios como os dos arrastões, por exemplo.
Entre ganhos e perdas, o que vale mesmo é a vocação tropical da cidade. Segundo afirmam alguns profissionais da área de Turismo, o Rio de Janeiro poderia viver de sol e mar.
Reportagem: Raquel Salomão
Texto: Raquel Salomão
Edição: Davi Jovencio e Raquel Salomão
Ruas impedem o livre acesso de pessoas 23,10,06
Posted by dres2ie in Espaços públicos, Raquel Salomão.add a comment
Segundo a Constituição, a rua é um espaço público. Todos, sem distinção, podem circular livremente pelas ruas. Na prática essa lei nem sempre é respeitada. Algumas ruas são fechadas por cancelas e guaritas com guardas, por condomínios de luxo, sendo permitida apenas a entrada de moradores. A explicação dos condôminos e empregados é que a utilização de cancelas é um método para garantir segurança.
A rua Leblon, transversal que liga a General San Martin à avenida Delfim Moreira, usava uma cancela para controlar a passagem de pedestres. Um morador, que não quis se identificar, afirmou que a cancela não estava surtindo efeito. “Muitas pessoas conseguiam passar pela rua”, diz o residente de um dos edifícios. Foi tomada uma medida ainda mais radical: instalou-se uma grade que impede a passagem de pessoas não autorizadas por moradores. “Até a grade, a rua é pública; dela pra cá, é privada”, disse um segurança que não quis se identificar e estava do lado de dentro da grade. A síndica do prédio também não quis dar informações a respeito e os porteiros afirmaram ter ordens para “não falar nada”.
Outra rua que utiliza cancelas é a Leôncio Correia, localizada na esquina da Avenida Visconde de Albuqueque. Esta, porém, usa um sistema mais aberto em relação a transeuntes e visitantes, já que estes também podem freqüentar o espaço. Existem duas cancelas: uma para residentes e outra para visitantes. Através da utilização de um sensor, o carro do morador é reconhecido e a cancela se levanta automaticamente. Um segurança, que pediu para não ser identificado, disse que o local não é apenas um condomínio fechado, mas uma associação de moradores com autorização junto à prefeitura pra utilizar cancelas.
A rua abriga a Associação de Moradores do Jardim Pernambuco e Visconde de Albuquerque. Dentro do espaço do condomínio é possível observar placas que informam a existência da associação. De acordo com o mesmo segurança, ele possui ordens para tentar impedir a entrada de carros de pessoas de fora, pois o local estava sendo confundido com estacionamento público, mas o acesso ao interior do condomínio é livre. Existe, inclusive, uma praça aberta à visitação pública, com brinquedos infantis que são utilizados por crianças das imediações. Só há uma restrição para o visitante: é proibido tirar fotos no interior do condomínio.
Margareth dos Santos Silva, 42 anos, moradora da rua Almirante Guilhem, paralela da rua Leblon, considera um absurdo a colocação de cancelas e grades para impedir a passagem de pessoas:
- Ruas são espaços públicos. Ninguém pode impedir a passagem de pedestres. É um absurdo a concessão da prefeitura para que cancelas sejam instaladas. A rua Leblon chegou ao cúmulo de colocar uma grade. Isso é inaceitável!
Apesar de revoltar pedestres e moradores das redondezas, as duas ruas adotaram as medidas de segurança com autorização da prefeitura e, portanto, dentro da lei.
Reportagem: Raquel Salomão
Texto e Imagens: Raquel Salomão
Edição: Sabrina Gregori e Davi Jovencio